Em defesa do Parque Natural Sintra-Cascais

domingo, setembro 11


Vale do Rio Touro – construções ilegais numa Área de Máxima Protecção

No que era até há pouco um dos vales mais bem preservados do litoral do PNSC, local de enorme interesse para a conservação da natureza (endemismos raros), nascem agora construções amiúde, onde a ilegalidade anda de mãos dadas com a permissividade!

Ampliações ilegais de anexos que se transformam em habitações, pequenas unidades hoteleiras licenciadas como "casas de apoio à lavoura", entre construções mais cuidadas e verdadeiros mamarrachos, tudo tem servido para fazer alterações à vegetação e topografia, sem respeito pelas regras do Plano de Ordenamento do PNSC.
A artificialização da paisagem de um dos recantos emblemáticos do PNSC prossegue com o aparente aval da Câmara Municipal de Sintra e incapacidade da Direcção do PNSC.


Ameaça à biodiversidade

A Asplenium hemionitis L. (Feto-de-Folha-de-Hera) é uma espécie Macaronésica (litoral marroquino e mauritânico e Açores) que no Continente Europeu só são conhecidos núcleos populacionais em Sintra.

Segundo o relatório do PO-PNSC “Os dados existentes mostram uma intensa regressão da espécie na última década, como foi referido. Asplenium hemionitis extinguiu-se nos núcleos da Peninha, Vale do Rio Touro e Rampa da Pena e regrediu em outros quatro dos onze núcleos populacionais ao longo de últimos nove anos.”
O mesmo relatório refere que a extinção da população do Vale do Rio Touro se deve à abertura de caminhos e passagem de veículos motorizados.

No âmbito da elaboração do Livro Vermelho das Plantas de Portugal, está proposto o estatuto de em "Perigo Crítico de Extinção", alteração que poderá corresponder a uma evolução negativa da situação populacional.